Imagine que você vai à academia, e quanto mais você transpira, mais perfumado fica! Seria perfeito não é mesmo? Mas isso já é possível, com os chamados tecidos inteligentes, ou tecidos funcionais, que estão sendo desenvolvidos por cientistas e inseridos no mercado têxtil.

Já existem processos para fixar perfumes e óleos essenciais em tecidos, mas agora, cientistas criaram um novo conceito para modificar fibras de algodão e melhorar ainda mais o perfil aromático destes tecidos. Os resultados foram publicados este mês na revista ACS Applied Materials and Interfaces.

Trata-se de um método para modificar as fibras do algodão adsorvendo moléculas de citronela, que são liberadas quando em contato com suor.

Os cientistas desenvolveram uma proteína multifuncional contendo Domínio de Ligação a Carboidratos (do inglês, Carbohydrate Binding Module-CBM) ligado a Proteína Ligante de Aroma (do inglês, odorant binding proteins, OBP), através de um peptídeo conector.

As proteínas são colocadas em contato com o tecido, e se associam às fibras do algodão através da porção ligante de carboidratos (CBM). O aroma de citronela (que fica ligado à porção ligante de aroma- OBP), é então liberado quando o tecido entra em contato com o suor, que é levemente ácido e permite a liberação do aroma pela OBP.

O perfume liberado além de propiciar bem-estar, tem o bônus de repelir insetos, o que pode ser muito benéfico se o exercício estiver sendo feito ao ar livre na presença de mosquitos.

Interessante, não é mesmo?

Deu até vontade de me exercitar! 🤩

Um abraço, e até a semana que vem com mais novidades da Ciência!

Fonte: GONÇALVES, Filipa et al. Release of Fragrances from Cotton functionalized with Carbohydrate-binding module Proteins. ACS applied materials & interfaces, 2019.

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