Após a separação das proteínas por eletroforese, estas podem ser visualizadas por métodos específicos. Cada método possui vantagens e desvantagens características. É importante o conhecimento destes métodos e suas limitações para escolha da melhor estratégia para seu experimento.

O método mais comum de detecção de proteínas em gel é a coloração com o corante Azul Coomassie. O nome Coomassie é originário do nome da cidade onde o corante foi desenvolvido, a cidade de Coomassie que hoje é conhecida como Kumasi, em Gana. O corante foi originalmente inventado para a colorir tecidos, ligando-se às proteínas da lã. No entanto, já em 1963 foi descrito para a coloração de proteínas após procedimentos de eletroforese [1].

Diferentes tipos de Azul de Coomassie são conhecidos: incluindo o Azul de Coomassie R-250 e o G-250: A letra “R” indica que o corante apresenta um azul avermelhado, enquanto que a denotação G, indica que o corante possui um tom esverdeado.

Coloração de gel SDS-PAGE com Fast Blue Stain Reagent (Scienco Biotech)

No entanto, a cor destes corantes, depende do pH da solução. Por exemplo, o Comassie G 250, existe em três espécies iônicas diferentes: forma catiônica (vermelha, em pH 2); e as formas aniônica e neutra do corante, ligam-se às proteínas através de interações iônicas entre grupos de ácido sulfônico do corante e os grupos positivos amina das proteínas, bem como através de atrações de Van der Waals [2].

Diante deste fato, o corante liga-se melhor a algumas proteínas dependendo do conteúdo de aminoácidos que a proteína possui, portanto, a sensibilidade deste método depende da proteína a ser analisada.

A interação do corante de Coomassie com as proteínas é não covalente, portanto, não modifica a estrutura química das moléculas, sendo compatível com processamentos posteriores, como por exemplo, análise por espectrometria de massas.

Formulações tradicionais, baseadas em solventes orgânicos, necessitam de passos de coloração, onde toda a matriz do gel é submetida à coloração, seguida de passos de descoloração, onde o corante é removido da matriz do gel, e apenas as bandas de proteínas se mantém azuis.

As formulações coloidais de Azul de Coomassie são mais recentes, de natureza aquosa e são mais sensíveis. Através do uso de soluções coloidais de Comassie, não é necessário o processo de descoloração, pois nestas formulações, o corante deposita-se pouco na matriz do gel, evitando passos exaustivos de descoloração.

A coloração com Azul Coomassie Coloidal pode detectar até 8-10 ng por banda de algumas proteínas, mas de uma maneira geral, detecta em torno de 25 ng por banda tratando-se da maioria das proteínas. A ligação à proteína estabiliza a forma azul do corante Azul de Coomassie; assim, permitindo a fácil visualização da proteína no gel.

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Autora: Maria de Lourdes Borba Magalhães, PhD

Referências

1. Fazekas de St Groth, S., R.G. Webster, and A. Datyner, Two new staining procedures for quantitative estimation of proteins on electrophoretic strips. Biochim Biophys Acta, 1963. 71: p. 377-91.

2. Georgiou, C.D., et al., Mechanism of Coomassie brilliant blue G-250 binding to proteins: a hydrophobic assay for nanogram quantities of proteins. Anal Bioanal Chem, 2008. 391(1): p. 391-403.

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